Imagem capa - AGORA SOU IRMÃO MAIS VELHO por Karina Ferreira Frias

AGORA SOU IRMÃO MAIS VELHO

Quando chega o segundo filho chega também um caminhão de sentimentos. Como agir? Quanta coisa na cabeça.

Lembro de acordar no meio da madrugada e pensar: nossa, agora tenho dois. UAU. É exatamente essa palavra: UAU.

É muito agito. Me sentia uma barata tonta. A ficha demorou para cair. Demorei para me ajustar a nova realidade. 

Essa história de “Será que eu vou conseguir amar o segundo como eu amo o primeiro” fica boba quando a gente percebe algo precioso.

Quando nasce o segundo quem mais precisa da mãe é o primeiro. O primeiro? Sim, o primogênito.

Pensa comigo, todas as questões do início você já viveu. O amamentar ou não, as cólicas, as madrugadas acordadas, as assaduras, e todo o resto. Mas ter um filho mais velho, quando você cuida de um bebê é a sua primeira vez. 

Quer um conselho? Se concentre nisso. 

Olhe para o mais velho com atenção. Faça ele se sentir parte.

E não importa se ele tem 11, 8, 4, 2 ou 1. Para ele é infinitamente mais desafiador do que para você, pode apostar. Ele tinha toda a sua atenção só pra ele, agora tem que dividir. A gente escuta: mas dividir é bom, ele vai aprender muito com isso. Claro, mas não deixa de ser muito difícil, percebe? 

Não cobre dele uma maturidade que ele não tem. É só uma criança passando talvez pelo momento mais conturbado emocionalmente que ele já passou até hoje. Agora, mais do que nunca ele precisa do seu olhar, do seu cuidado, do seu carinho.

O bebê precisa de cuidados claro, mas quem mais precisa de suporte emocional é certamente o mais novo irmão mais velho. 

Texto: @maeforadacaixa